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Este espaço é destinado à divulgação dos eventos e cursos de aperfeiçoamento e formação em homeopatia, assim como das demais práticas integrativas.
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Para conhecer um pouco mais sobre o Departamento de Práticas Integrativas e Complementares da SOBRACID, assista o vídeo de apresentação deste departamento clicando em: www.youtube.com/watch?v=tdVUr8xbk3Y
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1 de nov. de 2018
17 de out. de 2018
Profissionais que atuam na Industria Farmacêutica aderem a Homeopatia
APÓS 20 ANOS NA INDÚSTRIA FARMACÊUTICA, CRISTINA POMBO MUDOU PARA A HOMEOPATIA
Cristina Pombo está prestes a lançar o primeiro livro em português dedicado à Homeopatia onde pretende esclarecer o que é, para que serve e como se deve usar. Falámos com a autora, naturopata e especialista em Homeopatia sobre o que esta medicina alternativa pode fazer pela saúde de todos, desde crianças a adultos.
Cristina Pombo é a primeira portuguesa a fazer o curso de especialização em Homeopatia com o Prof. George Vithoulkas, galardoado em 1996 com o Prémio Nobel Alternativo pelo trabalho desenvolvido na ciência da Homeopatia.
Tem repartido os últimos 12 anos da sua vida entre Lisboa e o Reino Unido (onde esta medicina alternativa é comparticipada pelo Serviço Nacional de Saúde inglês desde os anos 40) e dedica-se fundamentalmente à prática clínica e ao ensino da Homeopatia.
Depois de vários anos (20) por dentro da medicina convencional, Cristina rendeu-se à Homeopatia ao compreender este tipo de medicina usado por mais de 450 milhões de pessoas no mundo (dados de 2007 da Organização Mundial de Saúde) que trata sem antibióticos, anti-inflamatórios, anti histamínicos, ansiolíticos, antidepressivos ou corticoides, problemas de saúde tão distintos como processos inflamatórios/infecciosos, ansiedade, depressão, problemas de desenvolvimento na infância, défice de atenção na idade escolar, problemas com a menopausa, fibromialgia ou artrite reumatoide.
Cristina prepara-se agora para lançar o livro "Homeopatia - uma medicina alternativa", onde procura informar, de modo simples e com linguagem acessível o que é Homeopatia, como surgiu, o que são medicamentos homeopáticos, como atuam e o que tratam.
Fomos conhecer a autora e o que a motivou a trocar a medicina convencional pela alternativa, entre outros temas ligados à Homeopatia.
Porquê usar a Homeopatia?
Há muitas razões para querer usar Homeopatia. Na maior parte das famílias é pelo cansaço e/ou informação de que os seus filhos estarem constantemente doentes e a tomarem antibióticos, anti histamínicos, anti inflamatórios, corticóides, bronco dilatadores etc., talvez não seja nem normal nem o melhor para a sua saúde (...). A procura de uma resposta eficaz para os problemas de saúde dos filhos, depois de já terem experimentado vários especialistas, feito inúmeros testes e dado quantidades industriais de medicamentos químicos às crianças e elas continuarem constantemente doentes.
Há muitas razões para querer usar Homeopatia. Na maior parte das famílias é pelo cansaço e/ou informação de que os seus filhos estarem constantemente doentes e a tomarem antibióticos, anti histamínicos, anti inflamatórios, corticóides, bronco dilatadores etc., talvez não seja nem normal nem o melhor para a sua saúde (...). A procura de uma resposta eficaz para os problemas de saúde dos filhos, depois de já terem experimentado vários especialistas, feito inúmeros testes e dado quantidades industriais de medicamentos químicos às crianças e elas continuarem constantemente doentes.
Depois a fase seguinte é, já na idade escolar, as crianças já não ficarem doentes da parte física mas passam a estar alteradas na parte mental; temos então a fase dos modernos síndromes de falta de atenção e hiperatividade. Há pais que recorrem nesta fase à minha ajuda porque têm o discernimento de perceberem os efeitos secundários que os medicamentos químicos prescritos para este efeito têm e querem tentar outra solução.
Depois já em adultos, é um rol de doenças crónicas, degenerativas, auto-imunes etc., para as quais a medicina convencional tem uma resposta muito limitada e sempre baseada na supressão de sintomas durante anos ou até ao fim da vida e que normalmente levam ao desencadear de outras situações patológicas.
A Homeopatia tem uma abordagem ao doente completamente diferente. Não suprimimos sintomas, tentamos ver a origem do problema, do desequilíbrio que leva ao desencadear das patologias, a sua relação no tempo e perceber a ligação da parte mental, emocional e física. E vamos corrigir esse desequilíbrio com um medicamento que estimula o sistema imunitário especificamente para esse problema nesse doente, começando pelo que é mais recente e andando para trás no tempo como se descascássemos uma cebola, em que cada camada é um nível diferente de afeção física ou emocional. Por isso dizemos que não tratamos doenças mas sim doentes, cada caso é um caso diferente, com a especificidade de que todo o indivíduo que é único tem.
O que é que a Homeopatia pode fazer por um doente?
Pode melhorar o nível de saúde e, portanto, a qualidade de vida de uma forma surpreendente, o tempo que leva a que isto aconteça depende normalmente da idade e do estado de saúde global bem como do tipo de afeções de que o doente padece. Por exemplo, uma criança com situações recorrentes, normalmente de 2 em 2 semanas com infeções/inflamações tipo - otites, amigdalites, bronquiolites ou situações de asma ou problemas de desenvolvimento pode levar entre meses a anos a ficar doente apenas uma vez por ano, o que em número de consultas pode ir de 2-3 a 6-8.
No caso de doenças crónicas de todo o tipo de etiologias normalmente demora um pouco mais de tempo, pois a saúde do doente também levou mais tempo a deteriorar-se. Mesmo assim depende de cada caso. Para dar um exemplo, tenho um caso de fibromialgia diagnosticado por um reumatologista que se arrastou anos e que eu resolvi com um medicamento, tenho outro caso que levou cerca de 2 anos a resolver e foram necessários vários medicamentos.
Outro aspeto importante que acho valer a pena salientar porque a maioria das pessoas desconhece, é que a Homeopatia bem aplicada consegue ser super útil em casos de urgência como por exemplo, no caso de entalões de extremidades, queimaduras, quedas, pancadas e traumatismos, intoxicações alimentares e gastroenterites, ataques de pânico e choque em casos de acidente por exemplo, golpes de sol, distensões e torções etc.
No seu prefácio indica que o número de utilizadores a nível mundial é de cerca de 450 milhões. E em Portugal o número também tem vindo a ser crescente?
Em relação a Portugal não tenho números concretos, mas à semelhança das outras medicinas alternativas é unânime que a procura é cada vez maior. É um mercado em crescimento pela insatisfação de muitos doentes com a resposta que a medicina convencional dá às suas necessidades tanto em situações agudas como e especialmente nos casos crónicos. Julgo que ninguém gosta que lhe digam que tem de tomar 6 medicamentos diferentes para o resto da vida e passados uns anos o doente vir a saber que andou a tomar um medicamento para "baixar o colesterol" que agora está provado causar demência tomado a longo prazo, e este é apenas um exemplo.
Na Homeopatia, e de acordo com o seu livro, há uma intervenção "mental-emocional-físico". Pode explicar melhor este conceito?
Sim, olhamos sempre para o doente no seu global, ou seja, tratamos os sintomas físicos, como é o caso de uma gastrite, junto com os emocionais, o mesmo doente pode sofrer de ansiedade, e mentais, pode também ter falhas de memória em que constantemente tem de checar se fez ou não o que acabou de fazer, por exemplo. O Homeopata toma nota e analisa todas as queixas bem como as suas características e aparecimento no tempo e procura qual o medicamento que contém como indicações todos esses sintomas, tendo em conta também predisposições familiares, histórico pessoal, hábitos de vida, choques emocionais e outras características pessoais que possa achar úteis para completar o seu diagnóstico.
Considera que esta medicina alternativa é mal interpretada pela sociedade portuguesa?
Julgo que não é uma questão de interpretação mas sim deficiência de informação, por parte de quem deve saber informar e não o faz, e uma questão de formação ou, neste caso, falta dela, por parte dos profissionais de saúde que se dizem homeopatas sem ter formação adequada, o que também não surpreende num país em que até 2003 a prática da homeopatia não era sequer legal.
Por outro lado o próprio país no global não tem o culto da diferença nem do questionar, bem pelo contrário e em questões de saúde não é um país com tradição alternativa. Mesmo assim os doentes precisam de ajuda e procuram-na. Vejam-se dois bons exemplos aqui na Europa: a Suíça, onde a Homeopatia passou a ser comparticipada pelo Serviço Nacional de Saúde em 2007 e o Reino Unido bem antes, na década de 40.
A Cristina trabalhou 20 anos na indústria farmacêutica. O que a fez mudar para a Homeopatia? Sentiu algum descrédito pela medicina convencional?
Sim, absolutamente. O meu trabalho na área da saúde foi escolhido por vocação e a experiência que tive com o sistema convencional foi de constante e crescente desilusão. Comecei a usar Homeopatia há 25 anos atrás por causa do meu filho mais velho, tive mais dois filhos e nunca mais usámos medicamentos químicos.
Comecei a estudar Homeopatia em 2002 e nunca mais parei. A medicina convencional tem o seu lugar com certeza e é muitas vezes insubstituível - no caso de uma fratura, por ex.
Numa sociedade ideal, a Homeopatia teria um lugar muito importante só por si, ou em complementaridade, com a medicina convencional, pois o melhor para o doente deveria ser o nosso primeiro objetivo.
Como foi trabalhar com o Prof. Vithoulkas, Prémio Nobel Alternativo?
Foi uma inspiração! A primeira vez que o vi fazer consultas e o ouvi falar de saúde, doença, medicamentos homeopáticos e Homeopatia, em agosto de 2006, fez-me ter a certeza que estava no caminho certo e que era aquele nível que queria atingir na ciência da Homeopatia. É um homem quase com 90 anos e que passa todos os anos, de maio a setembro, a ensinar grupos de profissionais de saúde de todo o mundo, como se tratam doentes com Homeopatia. Visito-o todos os anos para fazer estes cursos de pós graduação e ouvi-lo ensinar, desde 2006.
O que espera com o seu livro, abrir mentalidades?
Quero explicar ao público em geral e aos profissionais de saúde interessados, o que é Homeopatia, o que podemos tratar, o que significa ter saúde e estar doente e a possibilidade que têm de ter uma ação mais proativa e preponderante na sua saúde e na dos seus filhos.
1 de mai. de 2018
O XIV Congresso Brasileiro de Homeopatia na Odontologia será realizado em Curitiba, nos dias 12 e 13 de outubro de 2018. A nossa programação foi cuidadosamente elaborada, com palestrantes renomados da Homeopatia no Brasil, que abordarão temas da clínica e pesquisa em Homeopatia na Odontologia. Mais uma vez, o nosso congresso acontecerá em parceria com 34º Congresso de Homeopatia, e portanto os nossos congressistas poderão desfrutar também da programação do mesmo, que contará com nomes da Homeopatia nacional e internacional.
Queridos Colegas Homeopatas
É com muita alegria que iremos nos reunir num evento que está sendo preparado com muito carinho e dedicação. Após 3 anos da Homeopatia ter se tornado especialidade também na Odontologia, o XIV Congresso de Homeopatia na Odontologia é uma oportunidade imperdível para adquirir novos conhecimentos, compartilhar ideias, networking, rever os colegas e fazer novas amizades, numa cidade linda e agradável que é Curitiba. Além de tudo isso, estaremos juntos para traçarmos os nossos planos para a nossa especialidade que cresce a cada dia com a chegada de novos colegas e com a adesão cada vez maior de novos pacientes.
Você não pode ficar de fora! Venha compartilhar deste momento conosco!
Um forte abraço!
Andrea Padre
COMISSÃO ORGANIZADORA
Presidente: Andrea Padre
Coordenação Geral: Marli Cristina Pereira
COMISSÃO INSTITUCIONAL DA ABCDH
Presidente: Andrea Padre
Vice-Presidente: Robson Ajala Lins
Secretária: Sheila Barreto
Tesoureira: Anna Paula Greck
Científica: Jussara Giorgi
Fonte: http://www.34congressodehomeopatia.com.br/congresso-de-odontologia/
2 de nov. de 2017
Movimento NOVEMBRO VERDE - participe você também!
O movimento NOVEMBRO VERDE - TRATE-SE COM HOMEOPATIA é uma iniciativa com o objetivo de valorizar e divulgar a Homeopatia com o propósito de apresentá-la e esclarecer os seus benefícios para a sociedade, bem como fortalecê-la.
Nascido em 2014 em terras baianas, teve criado um selo representativo que começou a ser divulgado nas redes sociais entre amigos, familiares, pacientes e simpatizantes da terapêutica, e por diversos meios de comunicação.
No ano seguinte, profissionais homeopatas das diversas áreas: Medicina, Odontologia, Farmácia, Medicina Veterinária e Agronomia, aderiram à campanha, e o NOVEMBRO VERDE passou a ser uma campanha nacional. Muitas associações e entidades da área realizaram palestras, encontros, caminhadas e outros para celebrar a campanha, com apoio da imprensa de diversas cidades.
Fique por dentro de tudo que acontece pelo Brasil relacionado a este movimento e sobre a Homeopatia.
Para conferir todos os detalhes e participar desta campanha acesse:
www.novembroverde.com.br
16 de out. de 2017
Artigoa sobre evidências científicas em homeopatia
Clique no link abaixo para ler:
Diversos artigos sobre evidências científicas em homeopatia
Diversos artigos sobre evidências científicas em homeopatia
28 de set. de 2017
Aos que clamam pelas evidências científicas em homeopatia Marcus Zulian Teixeira• Editor Convidado, Dossiê Especial: “Evidências Científicas em Homeopatia”
Aos que clamam pelas evidências científicas em homeopatia
Marcus Zulian Teixeira•
Editor Convidado, Dossiê Especial: “Evidências Científicas em Homeopatia”
Ao discorrermos sobre a homeopatia em diversas situações, frequentemente notamos
que as pessoas reagem com manifestações de desconfiança, questionando sua
comprovação científica e a validade terapêutica do método. Proclamada em todos os
meios, de forma indistinta e reiterada, a falácia ou pós-verdade de que “não existem
evidências científicas em homeopatia” acaba se incorporando ao inconsciente da
coletividade, servindo como estratégia para aumentar preconceitos e radicalizar
posicionamentos contrários a essa prática médica bissecular.
Fruto da desinformação ou da negação dos estudos que fundamentam o modelo
homeopático em vários campos da ciência, esse preconceito se retroalimenta de
tempos em tempos com matérias e artigos depreciativos publicados nas mídias e redes
sociais, as quais, raramente, divulgam os trabalhos com resultados favoráveis à
homeopatia. Com o intuito de esclarecer a classe médica e a sociedade em geral,
buscando desmistificar posturas dogmáticas culturalmente arraigadas, a Câmara
Técnica de Homeopatia do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo
(CREMESP) elaborou o presente Dossiê Especial, “Evidências Científicas em
Homeopatia”, contando com o apoio da Associação Médica Homeopática Brasileira
(AMHB) e da Associação Paulista de Homeopatia (APH) em sua divulgação na Revista
de Homeopatia da APH.
Além de trazer o panorama mundial da homeopatia como especialidade médica e de
sua inclusão nos currículos das faculdades de medicina, o dossiê abarca outras
revisões sobre as linhas de pesquisa que fundamentam os pressupostos homeopáticos,
a saber: princípio da similitude terapêutica, experimentação patogenética
homeopática, emprego de medicamentos dinamizados (ultradiluições) e
individualizados segundo a totalidade sintomática característica do binômio doentedoença.
Analogamente, a eficácia e a segurança do tratamento homeopático estão
evidenciadas na descrição de ensaios clínicos randomizados e placebos-controlados,
assim como em revisões sistemáticas e metanálises.
Abrindo o dossiê, a revisão “Homeopatia: um breve panorama desta especialidade
médica” aborda os aspectos históricos, sociais e políticos da institucionalização da
homeopatia no Brasil e sua incorporação aos sistemas de atenção à saúde,
descrevendo fatores que levam a população a buscar essa forma de tratamento. Na
revisão sobre o “Panorama mundial da educação médica em terapêuticas não
convencionais”, destaca-se a importância dedicada à incorporação do ensino da
homeopatia e da acupuntura nos currículos das faculdades de medicina de inúmeros
países, em vista do interesse crescente da população em sua utilização e,
•
Integrante da Câmara Técnica de Homeopatia do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo
(CREMESP).
ii Editorial
consequentemente, da classe médica em seu aprendizado, com propostas direcionadas
a estudantes, residentes, pós-graduandos e médicos.
Embasando cientificamente o princípio da similitude terapêutica no estudo sistemático
do efeito rebote dos fármacos modernos, a revisão “Fundamentação científica do
princípio de cura homeopático na farmacologia moderna” engloba centenas de
estudos publicados em periódicos científicos de impacto que atestam a similaridade de
conceitos e manifestações entre o fenômeno rebote e a reação vital ou ação secundária
do organismo despertada pelo tratamento homeopático. Ampliando essa fonte de
evidências, descreve o uso dos fármacos modernos segundo o princípio da similitude,
empregando o efeito rebote (reação paradoxal do organismo) de forma curativa.
Justificando a plausibilidade do emprego de medicamentos dinamizados (ultradiluídos)
pela homeopatia, o dossiê reúne 3 revisões que demonstram o progresso da pesquisa
básica em homeopatia nas últimas décadas, descrevendo centenas de experimentos e
dezenas de linhas de pesquisa que atestam o efeito das ultradiluições em modelos
físico-químicos e biológicos (in vitro, plantas e animais): “A solidez da pesquisa básica
em homeopatia”, “Efeito de ultradiluições homeopáticas em modelos in vitro: revisão
da literatura” e “Efeito de ultradiluições homeopáticas em plantas: revisão da
literatura”.
Comprovando que os efeitos positivos do tratamento homeopático não são,
exclusivamente, ‘efeitos placebo’ como se repete indiscriminadamente, a revisão
“Pesquisa clínica em homeopatia: revisões sistemáticas e ensaios clínicos
randomizados controlados” relata os resultados positivos observados em dezenas de
ensaios clínicos homeopáticos placebos-controlados para condições clínicas diversas,
assim como em revisões sistemáticas e metanálises. Esses resultados são
exemplificados em 2 ensaios clínicos realizados em importantes instituições de
pesquisa brasileiras: “Estrogênio potencializado no tratamento homeopático da dor
pélvica associada à endometriose: Um estudo de 24 semanas, randomizado, duplocego
e placebo-controlado” e “Estudo clínico, duplo-cego, randomizado, em crianças
com amigdalites recorrentes submetidas a tratamento homeopático”.
Evidenciando a segurança do tratamento homeopático, a revisão “O medicamento
homeopático provoca efeitos adversos ou agravações medicamento-dependentes?”
demonstra, em ensaios clínicos placebos-controlados, que os medicamentos
homeopáticos produzem mais efeitos adversos do que o placebo, embora os mesmos
sejam leves e transitórios. Finalizando, a revisão “O medicamento homeopático
provoca sintomas em voluntários aparentemente sadios? A contribuição brasileira ao
debate sobre os ensaios patogenéticos homeopáticos” discorre sobre o
desenvolvimento histórico e o estado da arte da experimentação patogenética
homeopática, utilizada para se evidenciar as propriedades curativas das substâncias
(efeitos patogenéticos em indivíduos sadios) que possibilitam a aplicação do princípio
da similitude terapêutica.
Apesar das dificuldades e limitações existentes para o desenvolvimento de pesquisas
na área, tanto pelos aspectos metodológicos quanto pela ausência de apoio
institucional e financeiro, o conjunto de estudos experimentais e clínicos citados, que
fundamentam os pressupostos homeopáticos e confirmam a eficácia e a segurança da
terapêutica, é prova inconteste de que “existem evidências científicas em homeopatia”,
ao contrário do preconceito falsamente disseminado. No entanto, novos estudos
REVISTA DE HOMEOPATIA 2017;80(1/2): i-iii iii
devem continuar a ser desenvolvidos, para aprimorar a prática clínica e elucidar
aspectos singulares ao paradigma homeopático.
Com a elaboração e a divulgação do presente dossiê, sob os auspícios da Câmara
Técnica de Homeopatia do CREMESP, esperamos esclarecer e sensibilizar os colegas
de profissão sobre a validade e a importância do emprego da homeopatia como prática
médica adjuvante e complementar às demais especialidades, segundo princípios éticos
e seguros, a fim de se ampliar o entendimento do processo de adoecimento humano e
o arsenal terapêutico, incrementar o ato médico e sua resolutividade nas doenças
crônicas, minimizar os efeitos adversos dos fármacos modernos e fortalecer a relação
médico-paciente, dentre outros aspectos. Dessa forma, poderemos trabalhar unidos em
torno da “mais elevada e única missão do médico que é tornar saudáveis as pessoas
doentes, o que se chama curar” (Samuel Hahnemann, Organon da arte de curar, § 1).
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